Brazilian · 1966–present (active competitor 1993–2007)
ROYCE GRACIE
“The Lion”
PRINCIPAIS TÍTULOS
- · UFC 1 Tournament Champion (1993)
- · UFC 2 Tournament Champion (1994)
- · UFC 4 Tournament Champion (1994)
- · UFC Hall of Fame inductee (2003 — inaugural class)
TÉCNICAS DE ASSINATURA
Closed Guard · Cross-Collar Choke from Mount · Armbar from Closed Guard · Triangle Choke · Rear Naked Choke
Royce Gracie é o praticante mais responsável pela difusão global do Brazilian Jiu Jitsu. Como o irmão Gracie mais novo enviado para representar a família no UFC 1 em novembro de 1993, o esguio Royce de 178 libras derrotou adversários trinta a setenta libras mais pesados em três lutas consecutivas numa única noite, finalizando cada um por finalização. A performance — vencer um boxeador de 230 libras, um kickboxer e um wrestler com técnicas que nenhum deles nunca tinha visto — converteu o Brazilian Jiu Jitsu da noite para o dia de uma disciplina brasileira obscura na arte marcial mais discutida do mundo.
Royce continuou vencendo o UFC 2 em março de 1994 (quatro finalizações consecutivas numa noite), o UFC 4 em dezembro de 1994, e lutou um empate de 36 minutos com Ken Shamrock no UFC 5 que foi amplamente considerado vitória de Royce sob regras mais permissivas. Seu estilo competitivo era deliberadamente minimalista — guarda fechada, postura quebrada, estrangulamento cruzado de gola, armlock, triângulo, mata leão — escolhido pela família Gracie especificamente para demonstrar que os fundamentos sozinhos eram suficientes contra qualquer adversário sob condições sem regras.
Sua carreira pós-UFC incluiu submission grappling no ADCC, K-1 no Japão, um retorno ao MMA em 2006 contra Matt Hughes (que Hughes venceu por armlock) e uma luta em 2007 contra Kazushi Sakuraba. O legado que deixou no MMA é estrutural: todo lutador moderno, de toda disciplina de golpes, agora treina BJJ como habilidade básica de sobrevivência, e todo o componente de grappling do MMA — incluindo o controle posicional dominante e as ameaças de finalização — existe porque Royce demonstrou no UFC 1 que sem ele, até um excelente striker é indefeso contra um grappler competente.